domingo, 1 de maio de 2011

CORINTHIANS: CLASSIFICAÇÃO À MODA DA CASA

Tarde fria e muita chuva em São Paulo. No Anhembi, a segunda corrida da formula Indy, realizada em São Paulo, estava sendo cancelada por não haver condições de correr com tanta água na pista. No Rio de Janeiro, Flamengo e Vasco entravam em campo para disputa da final da Taça Rio debaixo de um sol escaldante, onde o refugio dos apaixonados por futebol presentes ao Engenhão era um sorvete de limão.

Voltando para São Paulo, mas a exatos 6,9 km do Anhembi, ao Estádio do Pacaembu, onde foi realizado o jogo entre Palmeiras e Corinthians, partida valida pela semi final do Campeonato Paulista. Antes mesmo de seu início do início, já haviam indícios de que seria uma partida nada amigável. Brigaram por cada centímetro das arquibancadas, por conta do personagem que seria responsável por conduzir a partida e até mesmo por um drible bobo endossado por Valdivia.

De um lado, maioria, a torcida palmeirense que entrou na pilha da diretoria e passou a provocar a reduzida torcida corintiana, gritando: Tolima, Tolima, Tolima...

Contra uma provocação dessas, o melhor a fazer é entrar no estádio, calada, e foi isso que fizeram os dois mil corintianos. Entraram e se acomodaram em um espaço minúsculo.

A partida começou e o que se via era um Palmeiras disposto, disposto a brigar, marcando em cima e com entradas duras. Com menos de cinco minutos de jogo, o número de faltas era superior a uma por minuto. Até os quinze minutos de jogo não havia acontecido nada, a não ser o inverso ao que os jogadores apresentaram após o hino nacional. Ao termino da execução do hino os jogadores apresentaram uma faixa que pedia paz no futebol, mas essa frase deixou no ar o seguinte ditado: "Faça o que falo, mas não faça o que eu faço".

Primeiro minuto de jogo e Kleber já mostrou o poder do verdão, falta em Chicão e começoram as reclamações. A disposição palmeirense também era para provar que Paulo Cesar de Oliveira é um arbitro ruim e sempre prejudica o verdão. Após a cobrança da falta, bola no meio campo, mais uma falta a favor do Corinthians e tome reclamação verde.

Esboço de futebol só começamos a ver aos 15 minutos e o Palmeiras passou a imprimir seu ritmo, não permitindo que o Corinthians levasse perigo a sua meta. O perigoso Marcos Assunção era o único disposto a jogar futebol e em uma primeira cobrança de falta, levou muito perigo ao gol preto e branco.

Valdivia também foi muito perigoso e em dois chutes obrigou Júlio Cesar a se virar para não sofrer o gol. O Palmeiras sem duvida jogava melhor e era muito, mas muito mais perigoso e objetivo que o Corinthians. O coração palpitava a cada bola que o Timão tentava sair, por que não conseguiam evoluir em campo.

A primeira chance do Corinthians foi em uma cobrança de falta do sumido Bruno Cesar, que Deola tirou de soco.

Lembrar que o jogo havia começado e pegava fogo, então, Danilo estava muito aquecido pelo fogo inicial. Em uma bola perdida no meio campo, deu um carrinho muito forte em Liédson, que fez lembrar de um que ele mesmo deu  em Jorge Henrique em 2009. O criticado Paulo Cesar Oliveira não pensou duas vezes, vermelho, Palmeiras com um jogador a menos. Pela imagem dá a entender que o Liédson também foi imprudente na jogada, dá para perceber que ele vai por cima. Mas como ele não tem nada a ver com isso, permaneceu em campo.

Logo em seguida a expulsão, o Palmeiras também perde Valdivia. Não, ele não foi expulso, mas por conta de seu drible "genial", o chute no vazio, acabou sentindo a coxa e foi substituido por Leandro Amaro.

Mas vamos tentar voltar a falar de futebol, até agora parece que estou comentando sobre uma luta de boxe, menos futebol. 

Com um a mais em campo o Corinthians passou a atacar mais e levou perigo ao gol de Deola em duas oportunidades. A primeira em cobrança de falta de Bruno Cesar e outra numa cabeçada de Liédson, Deola praticou boas defesas nas duas tentativas.

Ainda no primeiro tempo teriamos mais polemica, mas dessa vez no banco de reservas, entre Tite e Felipão, aluno e professor. Que passaram a trocar farpas e Felipão não se conteve e soltou que o arbitro estava roubando. O quarto arbitro X-9 denunciou para Paulo Cesar que não gostou e tirou o técnico de campo.

Ufa... Fim do primeiro tempo... 

O Corinthians por ter um jogador a mais deveria dominar a partida, certo? Errado, mesmo com um a mais levou um baita sufoco. Marcos Assunção levava perigo ao gol corintiano em cobranças de falta e escanteio. Em uma cobrança, obrigou Julio a se esticar todo e fazer excelente defesa, em mais outra, acertou o travessão. Nessa segunda o goleirão só olhou, rezou e agradeceu.

Mas de tanto insistir, uma hora entra. E entrou. Marcos Assunção cobra mais um escanteio e aos sete minutos encontra a cabeça de Leandro Amaro que coloca para o fundo da rede. Palmeiras com um a menos 1, Corinthians perdido em campo 0.

O Corinthians não conseguia sair de seu campo de defesa. No banco, Tite tinha o salvador, mas não conseguia enxergar e demorou a promover a substituição. Mas nunca é tarde para fazer a coisa certa.

Dentinho não havia feito nada, acho que estava pensando na salada que comeria a noite. Então Tite coloca Willian em seu lugar. 

Com a substituição o Corinthians passa a ter mais posse de bola e mais opções no ataque, Willian se movimentava muito e dava opções tanto na direita com na esquerda. 

Como tudo para o Corinthians é sofrido, o gol foi bem a cara do time. Cobrança de escanteio pela esquerda, Jorge Henrique bate, Deola sai mal e falha, a bola sobra para Willian que cabeceia. Após a bola passar a linha, o zagueiro Leandro Amaro tira.

Juro, achei que não havia passado a linha do gol, nem o arbitro viu, mas o auxiliar do lado direito viu. Graças a Deus. Assinalou e correu para o meio, confirmando o empate para o Timão.

Após o empate, só deu Palmeiras, sob o comando de Marcos Assunção que foi o mais perigoso. Mas em duas oportunidades verde, Julio Cesar garantiu o empate. 

O mais ansioso para ver o fim da partida e acabar com o pesadelo, era o arbitro, que deu três minutos de acréscimos, mas não sustentou e encerrou a partida com 47 minutos e 48 segundos. 

Vamos para o tormento corintiano, disputa de pênaltis contra o Palmeiras. Nas últimas vezes o time alvinegro não foi feliz e acabou eliminado. 

O Palmeiras foi o primeiro a ir para as cobranças com Kleber, que errou os últimos três pênaltis cobrados nas últimas duas partidas. Não se intimidou com a desconfiança e chutou forte e no alto, Julio caiu no canto certo, mas não conseguiu alcançar. 

Chicão foi o primeiro corintiano e não decepcionou, chutou alto e no meio, Deola não saiu na foto e sofreu o empate. 

E assim se repetiu com Marcos Assunção, Marcio Araujo (com cavadinha), Luan (com direito a frio na barriga, acertou o travessão antes), Thiago Heleno pelo Verdão; Willian, Fábio Santos, Leandro Castán e Morais pelo Timão. Todos cobraram muito bem e converteram a cobrança, mais um empate em 5 a 5, vamos para as cobranças alternadas. 

João Vitor pra bola, Julio Cesar no gol e foi assim que ouviu a narração, pois fechei os olhos e esperei a cobrança:

É a primeira das alternadas.
Também não toma muita distancia o João Vitor.
Julio Cesar no gol. 
João Vitor partiu, bateu.
DEEEFEEENNDEU, Julio Cesar.
Cleber Machado, locutor da Globo

Após a defesa de Julio Cesar, me voltei para a televisão e acompanhei a cobrança perfeita de Ramírez que deu ao Corinthians a possibilidade de disputar as finais do Paulistão contra o Santos.

A torcida que era minoria passou a falar mais alto, gritar e cantar de alivio e emoção. Ao Palmeiras só restou o chororô e se preparar para o próximo jogo da Copa do Brasil.

Agora Santos e Corinthians farão uma reedição da final de 2009.

1 Comentários:

  1. porcada sem vergonha... agora chora... cuidado com o coritiba...

    vai coxa branca

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