terça-feira, 17 de abril de 2012

"PCC" ESTÁ COM O PEIXE E O TRICOLOR

E aí galera Apaixonada por Futebol!

Estava a procura de algo interessante para escrever para vocês e encontrei no Jornal da Tarde uma publicação do grande Paulo Cézar Caju (PCC) que fez parte da geração de ouro do futebol brasileiro nos anos 60 e 70. Foi tri-campeão do mundo pela Seleção Brasileira, no México, e de clubes pelo Grêmio, em 1983. Jogou na França, nos quatro grandes do Rio e no Corinthians. Sem ser saudosista, exige o resgate do futebol brasileiro jogado com arte, alegria e vontade de ganhar sempre. Despreza retranqueiros e botinudos.

Por conta do trabalho e das aulas na faculdade, não estou conseguindo parar para escrever e expor minha opinião, com isso, me vejo na obrigação de dividir com vocês o que acho de interessante. Essa foi mais uma matéria que achei e espero que gostem também. Boa leitura!

Demorou, mas acabou a chatíssima fase de classificação do Campeonato Paulista. Três meses e 19 rodadas para definir os quatro times que acompanhariam os grandes nas quartas de final é mais tempo do que o bom senso recomenda e também mais do que a paciência do torcedor suporta. A esperança é de que a partir de agora tenhamos um pouco de emoção e jogos de nível técnico melhor.
Os corintianos e palmeirenses que me desculpem, mas declaro de peito aberto que vou torcer para o título ficar com Santos ou São Paulo. O motivo? São os dois times que jogam um futebol um pouco mais solto e têm mais recursos ofensivos.
O Santos me encantava nos tempos de Pelé e companhia, e agora que completou 100 anos me encanta com o talento das duas últimas crias de sua fábrica de craques: o endiabrado Neymar e o elegante Ganso. As jogadas que esses dois fazem dão vida ao esquema rígido do Muricy, que sempre foi um treinador que privilegiou a marcação. Os dribles do Neymar abrem espaço na frente, e os toques do Ganso iluminam o jogo no meio de campo.
O São Paulo melhorou muito este ano. Não é a oitava maravilha do mundo, mas pelo menos entra em campo com meias e atacantes de boa qualidade técnica e procura o gol. Jadson, Cícero, Lucas, Luís Fabiano e Fernandinho sabem jogar. E o Leão tem o mérito de não ficar enchendo o meio de campo de brucutus.
O Corinthians é campeão brasileiro, terminou a fase de classificação em primeiro e deve acabar a primeira fase da Libertadores como líder do seu grupo, mas não consegue me empolgar. Para muitos é o retrato da tal da “eficiência”, mas para mim não passa de um estilo (?) de jogo sem a menor graça.  O time se defende bem, leva poucos gols e não deixa o adversário jogar. Mas quando tem a bola joga pouco. É mais suor do que criatividade, uma equipe muito quadradinha para o meu gosto.
O Palmeiras é sem dúvida o pior dos quatro. A atuação ridícula no empate contra o Comercial mostrou a limitação do time de Felipão. Jogou 40 minutos com dois a mais e só conseguiu fazer gol em chuveirinhos. E ainda ficam reclamando que o juiz anulou um gol legítimo… – também nascido de chuveirinho, para não perder o costume. Com a bola no chão, o time não faz uma tabela e raramente consegue envolver a marcação. E o Felipão não abre mão de seus três volantes que são incapazes de ajudar na criação.
O torcedor palmeirense merecia um time melhor e um técnico de ideias mais arejadas.

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