quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VIRADÃO DO TIMÃO

O Corinthians voltou a vencer e venceu no melhor de seu estilo. Depois de sair atrás no placar e sofre dois gols ainda no primeiro tempo, o Timão seguiu a cartilha do bom corintiano e virou a partida em um segundo tempo que merece nota máxima em qualquer tipo de avaliação.
Os quase 12 mil apaixonados por futebol que estiveram presentes ao Estádio Ipatingão viram um inicio de jogo bem equilibrado, com chances para os dois  lados. Até o décimo minuto o Corinthians já havia chegado com perigo duas vezes ao gol do Galo, mas não foi eficiente para marcar. No mesmo período, os mineiros também rondavam o gol de Julio César e por duas vezes quase marcaram.

Aos 13 minutos, a zaga do Timão vacila e Dudu Cearense tira o primeiro zero do placar e também um peso das costas da torcida, que vem sofrendo com a sombra de um possível rebaixamento. 


A síndrome de “Robin Hood” que assola a equipe corintiana – ganha dos melhores colocados na tabela e perde pontos para os piores – se fortaleceu aos 27 minutos, quando de pênalti os atleticanos chegaram ao seu segundo gol.

Independente se o pênalti foi legitimo ou não (tenho duvidas), não pode deixar o Jorge Henrique encarregado de marcar numa cobrança de escanteio. O baixinho tem que ficar na entrada da grande área a espera de um rebote para sair no contra ataque.

Guilherme converteu a cobrança, Atlético 2 x 0 Corinthians.

A partir do segundo gol, o Atlético preferiu tentar se segurar em seu campo de defesa e deu espaços para que o Corinthians se animasse e fosse para cima. Com o recuo, o avanço do alvinegro paulista foi automático. Ainda no primeiro tempo, o Timão chegou e mostrou que ainda não estava nada decidido e o Galo ia sofrer.

INTELIGENCIA E “EFICABILIDADE”

O retorno para o segundo tempo gerou duvidas quando Tite propôs uma alteração ousada e de muita percepção. Não me lembro de uma alteração – caso alguém lembre, comente – com essa que foi realizada.

Sai Alessandro (lateral direito) entra Emerson Sheik (atacante), Jorge Henrique passa a jogar pela ala esquerda e Welder que estava improvisado na esquerda vai para sua posição de oficio, lateral direto. Com essa alteração, os volantes seriam mais exigidos, pois teriam que fazer mais as coberturas pelo lado esquerdo.

Mas não deu tempo de sentir nenhum tipo de incomodo em seu setor defensivo. O Timão partiu para cima do galo como uma verdadeira ave de rapina (gavião).

E o Emerson desencantou. Marcou o primeiro gol com muita coragem ao disputar boa com o zagueirão que levantou o pé e poderia lhe acertar o rosto, isso aos quatro minutos.

No minuto de número sete, quando estava pronto para marcar o segundo dele na partida, foi calçado, sofreu o pênalti e de quebra arrumou uma expulsão para o Atlético. Na cobrança, Alex marcou seu terceiro gol pelo Timão. Foi o gol do empate, o gol da inteligência de Tite.

O Atlético já estava acuado, com um a menos e o ímpeto do Timão, levou o galo mais ainda para seu campo de defesa. Não havia alternativa a não ser segurar o empate, naquela altura do campeonato cairia como uma vitória. O Timão diminui o ritmo e passou a procurar com calma a virada que dependia apenas de tempo.

Welder e Jorge Henrique tinham total liberdade para buscar as jogadas de linha de fundo. Com o deslocamento para a sua posição de origem, Welder passou a render mais e proporcionou uma verdadeira correria. Alex e Danilo que estavam apagados – principalmente o primeiro – apareceram por conta da forte luz que estava sobre Sheik.

Com tanto volume de jogo a diferença no percentual de posse de bola era gritante, o Corinthians ficou com 63% contra 37% do Galo, mas isso não adiantaria nada se o gol não saísse.

Mas saiu, aos 29’, Jorge Henrique cruza, Sheik desvia de cabeça, a bola sobra para Liédson que com calma volta a marcar e coloca o Timão mais líder ainda.

O Sheik continuava dando trabalho e sofre o segundo pênalti da noite, que Alex desperdiça.

Meus amigos, quando o cara está iluminado, deixa a bola para ele e diz: “Bate, marca o seu segundo gol, a noite é sua!”

Não estou colocando a competência de Alex em duvida, mas o momento era do cara. Não sou fã do futebol de Sheik, mas temos que ressaltar a entrega e dedicação exposta nessa noite desse jogador. Não vamos criar caso, se ele marcasse, eu perderia o bolão, apostei 3 a 2 para o Timão.

Números da partida definidos, o Timão passa a cozinhar o Galo e esperar o final da partida.

Com a vitória, o Timão se mantém na primeira colocação do BRA e apenas torce por tropeços de seus adversários para conseguir distancia dos demais.

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