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domingo, 12 de junho de 2011

CORINTHIANS: WILLIAN BRILHA NO PRIMEIRO TEMPO E JULIO CESAR NO SEGUNDO

Em um domingo que a transmissão dos jogos do Brasileiro disputava com a conclusão da corrida da Formula 1, onde a sequencia de vitórias de Sebastian Vettel foi quebrada na última volta por Jenson Button. Esse resultado foi conhecido após o termino das partidas, pois a corrida ficou paralisada por duas horas por conta da forte chuva que caia no GP do Canadá. 

Antes de começar a partida com cinco minutos de atraso, os responsáveis pela narração das partidas dá satisfação ao publico, dizendo que a globo não estava tentando nenhuma manobra para retardar o início das partidas. Isso deve-se ao fato de alguns meios de comunicação de emissoras concorrentes estarem alegando que a grande Rede Globo estava fazendo de tudo para retardar o início das partidas para a conclusão da transmissão de Galvão Bueno.

Tudo resolvido, hino nacional respeitado, comprimentos entre os envolvidos na partida e mais retardamento. Mas dessa vez não foi a Globo, mas sim um homenagem a um dos ex-presidentes do Timão, Wadih Helu. O também advogado faleceu na terça-feira, 07.

Vamos para o jogo. O Timão contava com a presença de Liédson e Jorge Henrique, que até sexta-feira eram duvidas para o confronto. Danilo, homem questionado pela torcida, mas de confiança do técnico Tite e na ausência de Chicão, foi o capitão. Acho que a responsabilidade trouxe de volta o bom futebol do meia. Não foi uma grande apresentação, mas se achou em campo e de seus pés saiu o cruzamento do primeiro gol.

Seis minutos, jogada pela esquerda, Danilo cruza no primeiro pau, Willian se antecipa ao zagueiro e marca o primeiro gol do Timão. Na comemoração, o atacante se declara a sua esposa, em alto e bom som aproveitando o dia dos namorados. Com o gol confirma a boa fase e o namoro com a Fiel Torcida.

O Fluminense não conseguia sair com a bola, a marcação do Corinthians era muito forte e eficiente. Sem a bola os corintianos voltavam e combatiam as investidas do adversário antes do meio campo. O Corinthians dominava a partida e não deixava o Fluminense jogar. Sempre marcando com dois jogadores, quando a bola passava pelo primeiro, a cobertura era de imediato.

Mas no minuto de número 23, o Fluminense apareceu e Julio Cesar se mostrou disposto a disputar posição com Renan e mostrou que saiu na frente. Conca cobra escanteio, Gum cabeceia e obriga Julio a praticar ótima defesa.

Mas atacantes corintianos eram voluntariosos e voltavam para a marcação. Várias vezes vi Willian na lateral, fazendo a cobertura de Welder, Liédson combater no meio, Jorge Henrique nem se fala e Danilo levou até amarelo pela vontade que se traduziu em falta.

Com a bola nos pés, o Corinthians tocava com muita rapidez, Jorge Henrique aberto pela esquerda e Willian pela direita deram muito trabalho aos defensores tricolores. Mas a jogada do segundo gol saiu pelo meio.

Paulinho recebe, avança e da entrada da grande área chuta forte. O goleiro do Flu não segura, Liédson tenta sair da marcação para pegar o rebote, mas é seguro e derrubado, pênalti!

Quem bate?

Willian está com muita moral. Fazendo uma analise, os candidatos para a cobrança da penalidade eram: Fábio Santos, pois alterna as cobranças de falta e pênaltis com Chicão, o batedor oficial; Liédson, pois foi ele quem sofreu o pênalti, mas disse que não cobra!

Só que a moral é muita, sendo assim, Willian para a bola, chutou é GOOOLLLL! É o cara do jogo, sem dúvida, pensaria o corintiano. Calma, ainda tem o segundo tempo.

Fim do primeiro tempo, o Corinthians vai para o vestiário com ótima vantagem e deixou o rojão na mão de Abelão, que estreava no comando do Fluminense.

No retorno para os últimos 45 minutos da partida, Abel Braga tira Edinho e coloca Sousa, tentando dar mais mobilidade a equipe, que já havia perdido em criação com a saída de Deco ainda no primeiro tempo. O meia sentiu um problema muscular no cobrança de um escanteio e deu lugar a Marquinho.

Com a alteração e a mudança de postura do time Paulista, o Fluminense passou a dominar a partida e levar perigo ao gol de Julio Cesar. Logo com um minuto de jogo, Souza cobra, ninguém desvia e Julio Cesar pratica ótima defesa. 

O domínio no primeiro tempo pelo lado corintiano no segundo foi trocado pela administração da partida. Só que essa administração era perigosa e chamava o Fluminense para o ataque. Julio Cesar foi muito exigido e mostrou o seu valor. Aos 12 minutos, Conca chuta de fora da área e mais uma vez o goleirão faz boa defesa.

Abel se mexe no banco e trata de colocar um herói em campo. Rafael Moura "HE-MAM", herói da partida anterior com dois gols entra em campo. Como Tartá é um atacante que sai muito, Abelão tentou fixar dois atacantes na área e apostar nas bolas aéreas. 

Mas essas jogadas de linha de funda não surtiam efeito e a defesa corintiana cortava todas. O herói não resolveu e não fez boa partida.

Em mais uma cobrança de falta, Marquinho rola para Sousa, que chuta para mais uma boa defesa de Julio Cesar.

Aos 35 minutos, o Fluminense perde folego e para de pressionar e deixou para o Timão o direito de administrar com calma a partida. Com a vitória conquistada o Corinthians se mantem vice-liderança e só voltará a campo no próximo dia 26, quando enfrentará o líder São Paulo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

EM TOM DE PALPITE: 4ª RODADA BRA-11

Confira os meus palpites e deixe um comentário com os seus para a quarta rodada do Brasileirão 2011.

RESULTADOS DA 4ª RODADA
Avaí 2 x 2 América - MG
Cruzeiro 1 x 1 Santos
São Paulo 3 x 1 Grêmio
Vasco 1 x 1 Figueirense
Bahia 1 x 1 Atlético - MG
Atlético - GO 4 x 1 Ceará
Internacional 2 x 2 Palmeiras
Corinthians 2 x 0 Fluminense
Atlético - PR 1 x 1 Flamengo
Botafogo 3 x 1 Coritiba

quinta-feira, 9 de junho de 2011

VASCAMPEÃO DA COPA DO BRASIL


Em campo estavam as duas últimas equipes vencedoras do Brasileiro da Serie B. Vasco foi campeão em 2009 e o Coritiba venceu a edição de 2010.

O mesmo deseja pairava sobre as duas equipes e respectivamente também para suas torcidas. O Coxa foi Campeão Paranaense com 100% de aproveitamento e na Copa do Brasil jogou em alto nível e precisava voltar a vencer um torneio nacional. A primeira e única vez que levantou o caneco foi em 1985, quando o time era comandado pelo pai do carrasco Alecsandro. Lela marcou um dos gols de pênalti contra o Bangu.

O Vasco não deixou de levantar títulos, mas em alto nível nacional a última vez foi em 2000. Ano em que conquistou três títulos: Copa Mercosul, Carioca e Brasileiro (Copa João Havelange). Numa final desastrosa, pois a queda da arquibancada e a tentativa do então dirigente Eurico Miranda de dar seqüência à partida manchou um campeonato idealizado sob muita polêmica. Mas isso é assunto para outro dia.

O jogo entre Coritiba e Vasco debaixo de um frio de 10º graus apenas, mas começa pegando fogo. As duas equipes indo para o ataque com muita vontade, que muitas vezes resumia-se em faltas. Para o Coritiba, ficar atrás era suicídio, trouxe na bagagem o resultado que não lhe dava o luxo de se defender apenas. Mas os ataques eram desordenados, pois contava com apenas um atacante e três volantes. O meio estava bem povoado e tentando se segurar, mas...

O Vasco consegue ultrapassar a barreira. Diego Souza recebe a bola e com ela a marcação de três jogadores do Coxa, mas com um toque milimétrico, deixa Eder Luiz em ótima para o cruzamento. Como um verdadeiro ponta direita, vai ao fundo e toca para o meio da área, que encontra Alecsandro. O atacante toca e corre para o abraço. Na comemoração, sai sacudindo o dedo (da mesma forma que o Fenômeno). Disse que foi homenagem ao seu filho. Mas nunca vi o filho dele jogar e muito menos comemorar desse jeito! Vasco 1 a 0, mas valia por 3 a 0.

A barulhenta torcida verde e branca deixa o frio tomar conta e se encolhe. O Coxa vai para o tudo ou nada, precisava marcar três gols para ficar com o título.

Com duas jogadas bem parecidas, mas de conclusões diferentes, o time chega e vira a partida. Bola virada da esquerda para a direita, a defesa se confunde, Bill e Davi se aproveitam e marcam. Coritiba 2 a 1, mas valia por 2 a 3. Precisava de mais um. O tempo reduz e o primeiro tempo chega ao fim.

No segundo tempo, o Coxa era só ataque e encurrala o Vasco em seu campo de defesa. A torcida com seus gritos de incentivos, arrepiava até quem não torce para o Coxa. Festa muito bonita e de arrepiar, mas não era de frio!

Muito frio e piorou quando o Vasco em um dos poucos contra ataque deu um banho de água gelada.

Doze minutos de jogo no segundo tempo e em um chute não muito forte, mas “com efeito” e a ajudinha de Edson Bastos, Eder Luis marca o segundo gol do Vasco. Vasco 2 a 2, mas valia por 4 a 2.

Isso significava que o Coxa precisava fazer em pouco mais de 33 minutos, o que não fez em 90, em São Januário.

A torcida fazia sua parte, cantava, vibrava e empolgava. O time em campo correspondia com correria, determinação e garra, mas não conseguia vencer o bloqueio cruz-maltino.

O Vasco sofre o terceiro gol, em belo chute de Willian, aos 21 minutos. Golaço!

Daí em diante o sofrimento vascaíno é multiplica por pouco mais de 33.000, pois era o número aproximado de apaixonados pelo Coxa que gritavam para empurrar o time em busca do quarto gol. Os jogadores buscavam de todas as maneiras esse gol, que garantiria o título.

O jogo fica mais brigado e a cada falta para o Vasco, era uma novela para que a partida se reiniciasse. Quando a falta era para o lado oposto, o reinicio era quase de imediato. As reposições de bola, por parte dos gandulas, foram perfeitas e rápidas. A ponto de jogadores receberem as bolas em mãos.

Mas o Vasco segura o resultado e fica com o título inédito. 

O Vasco não foi brilhante nessa partida, marcou o segundo gol por falha do goleirão. Mas o que fez a diferença foi o resultado em seus domínios, jogou com o regulamento debaixo do braço. Mais uma vez esse regulamento decide o campeonato.

CAMPANHAS:

Club de Regatas Vasco da Gama
Comercial – MS 1 x 6 Vasco (1ª Fase)
ABC 0 x 0 Vasco (2ª Fase)
Vasco 2 x 1 ABC (2ª Fase)
Náutico 0 x 3 Vasco (Oitavas)
Vasco 0 x 0 Náutico (Oitavas)
Atlético – PR 2 x 2 Vasco (Quartas)
Vasco 1 x 1 Atlético – PR (Quartas)
Vasco 1 x 1 Avaí (Semi)
Avaí 1 x 2 Vasco (Semi)
Vasco 1 x 0 Coritiba (Final)
Coritiba 3 x 2 Vasco (Final)

Coritiba Foot Ball Club
Ypiranga – RS 0 x 1 Coritiba (1ª Fase)
Coritiba 2 x 0 Ypiranda – RS (1ª Fase)
Atlético – GO 1 x 2 Coritiba (2ª Fase)
Coritiba 3 x 1 Atlético – GO (2ª Fase)
Coritiba 4 x 0 Caxias – RS (Oitavas)
Caxias – RS 0 x 1 Coritiba (Oitavas)
Coritiba 6 x 0 Palmeiras (Quartas)
Palmeiras 2 x 0 Coritiba (Quartas)
Ceará 0 x 0 Coritiba (Semi)
Coritiba 1 x 0 Ceará (Semi)
Vasco 1 x 0 Coritiba (Final)
Coritiba 3 x 2 Vasco (Final)

terça-feira, 7 de junho de 2011

RONALDO: A ÚLTIMA VOLTA

Noite fria, quinze graus apenas, chuva forte, muito vento e transito por toda a cidade de São Paulo pareciam querer estragar a festa preparada para o Fenômeno Ronaldo, no Pacaembu. Local que foi sua casa nos últimos dois anos, marcou 23 gols e também levantou uma Taça de Campeão Paulista Invicto de 2009 pelo Corinthians.

Sem dúvida, o lugar no Brasil que mais lhe proporcionou alegrias.

E nessa noite o prazer foi todo nosso. Ronaldo, muito obrigado por nos proporcionar mais quinze minutos de alegria com o seu futebol. Mesmo perdendo três chances claras de gol, mas ele tem créditos para gastar.

Tantas e tantas voltas deu em sua vida para vencer situações adversas, mas dessa vez a volta foi para receber as honras de uma carreira construída sobre muitas dificuldades. Voltas dadas com muita habilidade sobre oito lesões, onde o mundo diagnosticava o fim de sua carreira. Mas não se intimidou e provou que é guerreiro e retribuiu esses diagnósticos com muito futebol e títulos.

A Seleção Brasileira entra em campo para disputar um jogo amistoso contra a Romênia. A torcida chegava aos poucos por conta dos problemas pós-chuva em São Paulo.

O Brasil jogava contra a desconfiança e insatisfação do torcedor, mas os problemas ficaram em segundo plano por conta do espetáculo mais aguardado. A despedida!

Pressão do Brasil para cima dos romenos e antes do momento mais esperado da noite, os presentes ao Pacaembu e que acompanhavam em casa (se não faltou energia elétrica) viram uma boa movimentação do ataque. Composto por Neymar mais aberto pela direita, Fred centralizado, Robinho pela esquerda e Jadson na articulação, que deram muito mais volume de jogo.

As chances foram aparecendo, mas os torcedores não estavam tão preocupados com o jogo. O grande barato da noite era a despedida do homem.

Antes do ápice da partida, o arbitro deixou de assinalar pênalti claro sobre Jadson e marcou falta. Na excussão da jogada, Fred chuta longe do gol. O atacante corria contra o tempo para mostrar serviço ao Mano e garantir vaga na Copa América.

Neymar ainda teve grande oportunidade, mas isolou a bola e perdeu. Aos 15 minutos de partida, a rede Globo lançou no telão imagens do vestiário, onde Ronaldo se preparava para entrar. Vendo o grande ídolo, a torcida começou a gritar: “Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo!” “O Ronaldo vem ai e o bicho vai pegar”.

Fred vendo que seu tempo estava se esgotando, passou a se infiltrar mais na área e pedir a bola. Até que seu esforço foi premiado, nove minutos antes de sua substituição. Belo passe de Jadson para Neymar, que tira o zagueiro e toca para Fred empurrar para dentro do gol. Na comemoração, não podia ser diferente, homenagem ao “cara”.

Pronto! Tudo certo! Agora o Fenômeno pode entrar e assumir a festa!

Aos 28 minutos, Ronaldo surge no túnel e os 30.059 apaixonados por futebol e admiradores foram ao delírio. Nesses dois minutos que permaneceu a beira do gramado, a galera era pura euforia.

Trinta minutos. Sobem as placas: sai o 19 (Fred) e entre o R9. Antes de pisar o pé fora do gramado, Fred reverencia o ídolo e o deixa entrar sobre fortes aplausos.

Ronaldo em campo e os dez jogadores brasileiros passaram a jogar em função do craque. Bola em domínio dos brasileiros! Cadê Ronaldo! Todos procuravam.

Sentindo-se muito à vontade com a amarelinha, não demorou muito para que se encontrar na partida. Toda bola que passava pelos seus pés era acompanhada com a vibração da torcida.

No minuto de número trinta e cinco, creio que o Brasil inteiro lamentou a chance perdida. Bola para Neymar que com um passe por baixo das pernas do marcador e encontra Ronaldo livre de marcação. Na finalização com um toque sutil, tenta tirar o goleiro Tatarusanu, que pratica ótima defesa.

Ronaldo estava muito bem em campo e aos 39 minutos, mais uma bola para o craque. Robinho e Neymar tabelam, bola na esquerda para Ronaldo, que conclui mal e perde mais uma boa chance. Todos queriam a consagração do craque com um gol.

Antes do fim do jogo e de sua história com a seleção, Ronaldo teve mais uma boa oportunidade. Ele mesmo aciona Neymar pela direita, o “sucessor” retorna a bola para o “mestre”, que chuta cruzado, mas o goleirão estava a fim de entrar para história as custas de Ronaldo. Mais uma bela defesa.

Quarenta e sete minutos do primeiro tempo, o juiz apita o fim da primeira etapa e o ciclo de Ronaldo com a seleção Canarinho.

Antes de seu discurso, deu sou última volta como jogador. Ao redor do campo, garotos seguravam banners com informação sobre os gols marcados em Copa do Mundo.
1º Gol – 16 de junho de 1998 – Contra o Marrocos
2º e 3º Gols – 27 de junho de 1998 – Contra o Chile
4º Gol – 07 de julho de 1998 – Contra os Países Baixos
5º Gol – 03 de junho de 2002 – Contra a Turquia
6º Gol – 08 de junho de 2002 – Contra a China
7º e 8º Gols – 13 de junho de 2002 – Contra a Costa Rica
9º Gol – 17 de junho de 2002 – Contra a Bélgica
10º Gol – 26 de junho de 2002 – Contra a Turquia
11º e 12º Gols – 30 de junho de 2002 – Contra a Alemanha
13º e 14º Gols – 22 de junho de 2006 – Contra o Japão
15º Gol – 27 de junho de 2006 – Contra Gana.

Em seu discurso passou a bola, a responsabilidade de seu sucesso para todos os Brasileiros e admiradores. Foi mais uma vez humilde em pedir desculpas por perder três chances claras de gol e deixou o Brasil engrandecido com suas palavras: “Gente, vocês são demais!”

Tivemos a era Pelé, pós Pelé; era Romário, pós Romário; era Ronaldo e agora passaremos para uma nova era, pós Ronaldo.

ERA PÓS RONALDO
Voltando para o segundo tempo, em uma nova era. A seleção não empolgou como nos quinze minutos em que Ronaldo estava no gramado. Os romenos buscavam o empate, tocava bem a bola, mas na conclusão a gol não eram perigosos.

Já os brasileiros chegavam, mas abusavam em perder oportunidades e deixaram os números do primeiro tempo. Brasil 1 x 0 Romênia.

Era nítida a falta que um homem de armação. Pensando nisso, Mano Menezes convocou para a Copa América, mesmo voltando de contusão, Paulo Henrique “Ganso”.

Falando em convocação, vamos ver os “manos do Mano!”:

Goleiros: Julio César (Inter de Milão) e Victor (Grêmio)
Laterais Dir: Daniel Alves (Barcelona) e Maicon (Inter de Milão)
Laterais Esq: André Santos (Fenerbahçe) e Adriano (Barcelona)
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Lúcio (Inter de Milão), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)
Volantes: Ramires (Chelsea), Lucas Leiva (Liverpool) e Sandro (Tottenham)
Meias: Elano (Santos), Elias (Atlético de Madri), Ganso (Santos), Jadson (Shakhtar Donetsk) e Lucas (São Paulo)
Atacantes: Fred (Fluminense), Pato (Milan), Neymar (Santos) e Robinho (Milan)

O Brasil estréia no dia 03/07 às 16hs, na Ciudad de la Plata, contra a Seleção da Venezuela.

domingo, 5 de junho de 2011

CORINTHIANS SÓ EMPATA NA DESPEDIDA DE PETKOVIC

Corinthians vai ao Engenhão encarar o Flamengo, em jogo que marcou a despedida de Petkovic dos campos de futebol. Festa armada, homenagens e tudo para ser um jogo com vitória rubro-negra. O Corinthians venceu seus dois primeiros compromissos, mas não apresentou aquele futebol de encher os olhos. Então tudo estava propenso a uma vitória rubro-negra.

A festa era deles, mas o Corinthians inicia a partida com ímpeto, parte para cima do Mengão e com menos de um minuto de jogo, William e Liédson obrigam o goleiro Felipe a fazer duas defesas. O Timão entrou em campo com uma postura muito ofensiva, marcava a saída de bola e forçava o adversário ao erro. 

Por diversas vezes o Mengão tocava, tocava, mas não tinha evolução nas jogadas. Com isso o erro de passe era eminente. 

O Corinthians se aproveitava muito bem dessa ineficiência do meio campo Rubro-negro. Ronaldinho estava preso entre a forte marcação e não recebia nenhuma boa bola para a construção de alguma jogada. Por outro lado, as poucas vezes que Pet tocou na bola, via-se uma evolução e passes com mais qualidade. 

No meio campo, o Corinthians contava com a "lentidão" de Danilo, que por mais de uma vez dormiu no ponto e perdeu bolas bobas. “Não vejo a hora de Alex estrear”. Jorge Henrique se encontrou novamente e fez um primeiro tempo muito bom, em seu primeiro lance, recebeu de Danilo e chutou. A bola bateu na rede pelo lado de fora. Mais uma grande chance do Timão em menos de seis minutos.

O Flamengo tinha mais a posse de bola. Aos 17 minutos, as estatísticas apontavam que os donos da casa tinham 65% contra 35% de posse de bola. Mas como posse de bola não quer dizer nada. O estreante provou isso em bela jogada pela direita, Welder passou pelo marcador e deu um belo passe para Willian. O atacante antecipou-se ao zagueiro e só desviou para marcar o primeiro gol do jogo.

A torcida do Mengão que era só euforia pela festa em homenagem a Pet e o fato do Vasco estar tomando uma sonora goleada de 3 a 0 do Coritiba. Se calou e nem comemorou o quarto gol que sairia na sequência. 

Welder que chegará ao clube após o termino do Campeonato Paulista, mostrou que tem qualidade e vai incomodar o intocável Alessandro na disputa pela vaga da lateral direita.

O Timão jogava bem, marcava e não deixava o Mengão jogar. Toda falta que acontecia a favor dos donos da casa, a torcida pedia que Pet cobrasse. Ele estava cobrando todas, mas em algum momento teria que ser trocado o batedor. 

A primeira grande jogada de perigo a favor dos cariocas saiu exatamente dos pés do dono da festa. Pet toca na passagem de Vanderley. Júlio Cesar sai e na batida pratica grande defesa, impedindo o gol de empate.

Welder levava perigo em suas subidas ao ataque e em uma desses apoios, fez grande jogada sobre Egidio, que o derruba. Bom de bola esse menino, vai dar trabalho.

Mas aos 39 minutos, Ronaldinho é derrubado por Fábio Santos. Pet vai para a bola e quando todos imaginavam que ele cobraria, só ameaçou. Renato foi para a bola e com um chute "maravilhoso", acertou o ângulo de Julio Cesar, que nada pode fazer. GOLAÇO!!!

Com o jogo em igualdade o arbitro encerra o primeiro tempo. E com o fim do primeiro tempo se encerrou a carreira desse grande jogador que atende pelo nome de Petkovic.

QUEM É?
Nome: Dejam Petkovik
Nascido em 10 de setembro de 1972 na cidade de Majdanpek, Iugoslávia.
Jogou no Radnicki Nis (IUG), Estrela Vermelha (IUG), Real Madri (ESP), Sevilha (ESP), Racing Santander (ESP), Vitória (BRA), Venezia (ITA), Shanghai Shenhua (CHN), Vasco (BRA), Al-Ittihad (ARA), Fluminense (BRA), Goiás (BRA), Santos (BRA), Atlético - MG (BRA) e Flamengo (BRA).
Pelo Flamengo, onde encerrou sua carreira, jogou 199 jogos e marcou 57 gols (em duas passagens)

Depois da homenagem prestada. As duas equipes voltam para o gramado. No lugar de Pet, como já era esperada sua substituição, entra Negueba. Foi a unica alteração, mas em minha opinião, não precisava acontecer, pois o Pet estava jogando muito bem e não aparentava cansaço. No entanto, o garoto que foi destaque na conquista da Copa SP de Juniores, entrou muito bem e deu trabalho ao Corinthians.

Logo no início, antes dos 10 minutos, Julio Cesar e Felipe trabalham muito bem e impedem gols em bolas alçadas nas áreas. Os goleiros praticaram belíssimas defesas. 

Liédson sente dores e pede substituição, pensei que entraria o Sheik, mas o técnico Tite faz uma alteração inesperada e mata o poder ofensivo do Timão. Tira o levezinho e proporciona a estreia de Edenílson. Entrou muito bem, mas o Timão perdeu referencia no ataque e seu poder ofensivo.

O outro estreante continuava dando trabalho pela direita e deixando uma enorme pulga atrás da orelha do contundido Alessandro. 

O Flamengo mudou a maneira de jogar e Ronaldinho passou a buscar mais o jogo no meio campo. As duas equipes mais abertas e mais espaços. Ronaldinho dá belo passe para Diego Mauricio, que entrou muito bem aos 14 minutos do segundo tempo. Mas o atacante chuta na rede pelo lado de fora. O Mengão tinha mais as iniciativas da partida.

Em um lance no meio campo, Ronaldinho recebe falta de Leandro Castan e na sequência quase acerta o zagueiro do Timão com uma solada. Falando no zagueiro, que bela partida, matou todas as possibilidades de avanço dos Cariocas, usou bem suas armas contra as jogadas de Ronaldinho e seus companheiros.

Corinthians e Flamengo chegaram aos 29 minutos sem produzir muito, mas aos 30, William recebe bom passe de Paulinho, mas no arremate a bola vai, mais uma vez, na rede pelo lado de fora.

No minuto seguinte, Ronaldinho responde a altura. Quero dizer: "responde rasteiro".

Chuta rasteiro da entrada da grande área, a bola vai à trave. Que susto!

Emerson Sheik precisava estrear e Jorge Henrique dá uma forcinha. Sente dores e pede substituição. Tite atende e coloca mais um estreante em campo. 

Quando pisou o pé no gramado, a torcida Rubro-negra o recepciona com uma grande vaia. E em cada lance que a bola ia para os seus pés, a vaia era maior. Estranho! Ele não cantou uma musica referente ao Mengão quando jogava no Fluminense?

Vaias deixadas de lado, aos 40 minutos, o atacante faz bela jogada e passa para o outro estreante, Edenilson chuta, mas Willians desvia de cabeça e impede o segundo gol corintiano. O Timão passa a exercer pequena pressão e em um escanteio. Bola na área, Leandro Castan desvia e Felipe opera milagre com uma ótima defesa.

Fim de jogo e empate em 1 a 1. Para o Timão é ótimo, que soma sete pontos e fica na ponta provisoriamente ao lado de Palmeiras. 

Ah! Mais uma coisa. Fim de jogo no Couto Pereira, e o Vasco foi humilhado pelo placar de 5 a 1. Quase se igualou ao Palmeiras, que foi desclassificado com uma derrota por 6 a 0. Cuidado Vascão! Quarta-feira tem mais e vale título.

sábado, 4 de junho de 2011

SELEÇÃO BUROCRÁTICA 2: JOGANDO EM CASA

A Seleção Brasileira reencontrou seu carrasco na Copa do Mundo de 2010. Brasil e Holanda jogaram no Serra Dourada, em Goiânia.

Para Holanda um meio de conhecer o país que sediara a Copa de 2014 e apresentar o campo, clima e torcida a seus jogadores. Mas para os brasileiros era uma questão de honra, pura vingança, mas uma vingança sem peso nenhum.

Caso não se recordem, a Holanda desclassificou o Brasil de uma Copa do Mundo, não era um amistoso e esse jogo não valeu nada. E mesmo com o desejo de vingança, o Brasil não conseguiu passar de um melancólico empate sem gol, sem emoção e sem futebol.

A Seleção do Brasil entrou em campo com uma formação aparentemente 4-4-2, mas quando o jogo começou parecia ser um 4-3-3. Robinho que poderia ser o homem de criação, jogava pelo lado direto, Neymar pela esquerda e Fred como um verdadeiro atacante de ofício na área para brigar com os zagueiros.

A Holanda jogava com três atacantes, Affelay e Kuit recuando até o meio, saindo com velocidade e servindo o grandalhão Van Persie, quando acionado, foi muito eficaz para gerar perigo ao gol de Júlio Cesar.

As jogadas do Brasil eram mais pelo lado esquerdo, com o apoio de André Santos e buscando sempre os pés de Neymar. Cada bola recebido pelo Menino da Vila, a barulhenta torcida fazia mais barulho ainda maior. A esperança que alguma jogada mágica fosse executada, mas a marcação era dura e eficiente. Marcação que sempre era feita por dois jogadores, um no bote e outro na cobertura. No bote estava Van der Wiel, que não perdeu uma bola.

Para que saísse alguma jogada mais aguda, Neymar precisou se deslocar para o meio. E quando fez isso, acionou Robinho, que por causa do seu novo topete estava impedido, na sequência foi concluída a gol por Ramires, mas anulada.

Até os vinte minutos de jogo, o domínio era Brasileiro, no entanto, esse domínio era estéril, não produzia nenhum fruto, nem se quer um chute a gol. 

Mas aos vinte e um minutos aconteceu alguma coisa! Opa, mas para o lado errado!

Jogada pela esquerda do ataque holandês, bola na cabeça de Van Persie, que, com um belo toque, coloca Affelay na cara de Julio Cesar. O goleirão dá um jeito e salva o Brasil do que poderia ser o primeiro gol. Não demorou muito tempo e o mesmo Affelay obriga, mais uma vez, Julio Cesar a se virar. Bela defesa! E tudo isso acontecendo pelo lado direito da defesa e o Brasil não havia chutado uma bola ao gol.

Sofrendo com a falta de criação, num time burocrático, pois a incumbência de municiar o ataque estava nos pés de Elano. Nada contra, mas não dá. O cara é um segundo homem de meio campo! Para que dois volantes mais recuados e Elano, se tinha Lucas no banco? Não saiu um passe de qualidade dos pés desse belo jogador, mas que não pode ficar com o dever de armar o time.

Em um lance que poderia tocar fácil, preferiu colocar em profundidade para Neymar, que nada pode fazer. Só olhar a bola sair para lateral.

Para sair um chute mais perigoso ao gol da Holanda, precisou que Ramires viesse como homem surpresa e chutar de fora da área. Passou longe, mas chutou.

Antes do final do primeiro tempo, a defesa brasileira bateu cabeça numa cobrança de falta e Van Persie quase marca sozinho.

O goleiro Kurl só teve o prazer de tocar na bola no início do segundo tempo, quando Neymar se infiltrou na área, recebeu belo passe e chutou para ótima defesa do goleirão.

Não houve nenhuma alteração para o segundo tempo, mas a postura era outra, a mobilidade era outra e Elano se achou em campo. Mesmo assim os 36 mil apaixonados pediam a entrada de Lucas. Não só eles, eu também queria que o menino entrasse.

Com a mudança de postura a torcida ficou mais eufórica e esperançosa de gols. 

O Brasil tinha total domínio da partida e Neymar passou a fazer a diferença e se movimentar mais, levando muito perigo ao gol holandês. Com quatro minutos no segundo tempo o Brasil produziu mais que nos primeiros 45 minutos. 

A defesa holandesa foi obrigada a tirar bola de cima da linha em um belo chute de Robinho. E Lúcio, o capitão dos 100 jogos, obrigou, mais uma vez, o goleirão a se esticar e praticar mais uma defesa.

No segundo tempo se formos eleger os melhores de cada time, podemos dizer: "Neymar e Kurl". O garoto chutou e o goleirão mostrou seu valor.

André Santos foi um das peças principais da partida, com ótimos avanços ao campo de ataque e não sofrendo para marcar.

O Lucas entrou, mas pensando na parte individual e a chance de Mano, acabou não contribuindo muito para uma evolução da equipe.

Mas tivemos dois pontos negativos, além desse empate. O primeiro é a falta de um homem de meio campo para colocar a bola com mais qualidade para os atacantes. Podemos jogar com dois volantes, três atacantes, mas precisa de alguém para armar. Será que não tem um meia-armador bom?

Quem não se lembra de Felipe Melo e sua lambança diante da mesma Holanda na Copa? Então, o Felipe Melo de hoje foi o Ramires. Já tinha um amarelo deu uma entrada dura sobre Robben, levou o segundo e foi expulso.

Com um a menos o Brasil diminuiu o ritmo e passou a administrar o empate, que foi retribuído pelos goianos com gritos de: "Eiro, eiro, eiro, devolvam o meu dinheiro" e "Timinho, timinho..."

Agora, esperamos que na despedida do Fenômeno, na próxima terça-feira diante da Romênia, a coisa seja diferente!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

EM TOM DE PALPITE: 3ª RODADA BRA-11

Em Tom de Palpite entra em campo para palpitar sobre a terceira rodada do Brasileirão 2011, que promete muita emoção, principalmente no Clássico do Povo. Flamengo e Corinthians duelarão no Engenhão e é rodeado por um clima de magoa entre Felipe, hoje no Mengão, e a diretoria do Timão. Teremos o prazer de ver Fluminense e Cruzeiro e na quarta-feira Atlético - MG e São Paulo.

Não desmerecendo os outros confrontos, mas esses tem certa tradição e reúne os gigantes do nacional. Mas também teremos Coritiba e Vasco, que farão um "pós-pré-decisão", pois se enfrentaram na quarta-feira passada e vão fazer a segunda partida da final da Copa do Brasil na próxima quarta-feira.

Mas vamos deixar de conversa, confira meus palpites e deixe um comentário com os seus.
RESULTADOS DA 3ª RODADA
Palmeiras 1 x 0 Atlético - PR
Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
Ceará 2 x 2 Botafogo
Figueirense 2 x 0 Atlético - GO
Flamengo 1 x 1 Corinthians
Grêmio 2 x 0 Bahia
Coritiba 5 x 1 Vasco
Santos 3 x 1 Avaí
América - MG 2 x 4 Internacional
Atlético - MG 0 x 1 São Paulo

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LIBERTADORES EM FOCO

No caldeirão do Cerro, Santos não se intimida e constrói a classificação no primeiro tempo, cede o empate, mas está na final da Taça Libertadores. Em São Januário Vasco sai na frente e já começou a focalizar a edição de 2012 da Liberta.

Noite atípica para os apaixonados por futebol, indiferente de qual time torça. No Rio de Janeiro, o Vasco recebia o Coritiba, pelo primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, de onde sairá o primeiro classificado para edição 2012 da Taça Libertadores da América.

O Santos foi ao “caldeirão” no Paraguai com uma pequena vantagem construída na Vila Belmiro. Vantagem que dava o direito ao Santos de perder por diferença de um gol, caso marcasse, pois o regulamento valoriza o gol fora de casa.

Quem estava acompanhando o jogo pela Copa do Brasil teve que voltar suas atenções para o Santos. Menos de dois minutos e no Paraguai já tinha uma falta pela esquerda, Elano cobra e Zé Eduardo (Love) reencontra o caminho do gol e aumenta a vantagem adquirida no primeiro jogo quando venceu por 1 a 0.

Nesse momento o Cerro precisaria de mais três gols, pois o gol fora de casa para os Meninos da Vila tinha um peso maior.

O Caldeirão paraguaio pegava fogo mesmo com o gol sofrido fora de hora. Larissa Riquelme estava triste, mas não abalada.

No Rio o jogo era frio, as equipes se estudavam com respeito em demasia. O jogo ficava truncado no meio campo com muito toque de bola e as chances de marca eram nulas.

O Vasco trocava passes curtos, demorava a chegar próximo ao gol de Edson Bastos e insistia em viradas de bola, sempre buscando o lado direito do ataque. Boas jogadas saíram por esse setor, mas a execução dos cruzamentos era “muito a quem”. Na primeira etapa não houve um cruzamento que pudesse resultar em gol.

Já o Coritiba utilizava toques mais longos e com velocidade, a chegada ao ataque era muito rápida, mas parava diante de Dedé e Anderson Martins.

O jogo se arrastou sem emoção até os 17 minutos, quando Bill recebeu de costas para a defesa, com um belo giro conseguiu espaço e chutou de fora da área. Fernando Prass foi obrigado e fazer grande defesa.

O Vasco respondeu aos 20 minutos, quando Diego Souza recebeu dentro da área, a defesa parou para reclamar de impedimento, Edson saiu para o abafa e conseguiu atrapalhar o atacante. Obrigado a sair da marcação, conseguiu espaço para o chute, mas Edson faz ótima defesa.

Entre Cerro Porteño e Santos não víamos um jogo onde a tática predominava. O time Santista contou com a sorte em alguns lances, como aconteceu no segundo gol.

Bola sem perigo nenhum, Pedro Benitez recua de cabeça para o goleiro Barreto que se atrapalha com o “vento” e deixa passar. Eita! Mão de Alface!

Neymar que não é bobo pediu o gol.

Perdido por dois, perdido por dez ou até cem. 


O técnico cerrista deve ter pensado que perdido por dois, perdido por dez. E com esse pensamento, lançou seu time ao ataque com o avanço de Julio Santos e Iturbe, que passou a imprimir uma correria nas costas dos volantes.

Como em São Januário não acontecia nada de interessante, a cada lance que passava, parecia replay de jogadas anteriores. Vamos continuar falando do Santos.

Pressão do Cerro surtiu efeito aos 31 minutos, com César Benitez, os donos da casa chegaram ao seu primeiro gol.

Os paraguaios tentavam conseguir pelo menos o empate ainda no primeiro tempo, para no segundo conseguir mais dois gols e a classificação para a sua primeira final de Libertadores.

Mas quem tem Neymar, “tá com tudo!”

O nosso “Neymessi” mostrou que a FIFA precisa olhar para ele como um possível candidato a melhor do Mundo.

Como os cerristas estavam no tudo ou nada e com algumas alterações promovidas pelo técnico paraguaio. Abriu-se uma lacuna no meio campo dos donos da casa, que foi por onde saiu a jogado do terceiro gol. Neymar recebe de Arouca, tira o zagueiro da jogada e chuta para marcar o gol da classificação ainda no primeiro tempo.

Final do primeiro tempo para ambos os jogos.

No retorno para o segundo tempo em São Januário, o Vasco foi para cima e logo aos cinco minutos, Diego Souza avança e toca para Allan. O volante jogava improvisado e não decepcionou no cruzamento que encontrou a cabeça de Alecsandro. Na comemoração, o atacante homenageou seu pai, Lela, que foi jogador do Coritiba.

O Coritiba após sofrer o gol foi para o abafa e levou certo perigo ao gol cruz-maltino. Bill que no primeiro tempo fez uma função mais para pivô, passou a sair da área e buscar as jogadas.

E o Santos, hein?

Com larga vantagem e praticamente classificado, passou a administrar o tempo e em minha opinião, errou. Tentando controlar a partida, fixou seus zagueiros e dois volantes, do meio, apenas Elano mais adiantado. Com isso chamou o time paraguaio que causou uma tremenda correria, principalmente pelo lado direto.

Bombardeio que consagrou ótima atuação de Rafael que por mais de duas vezes salvou o time praiano. Mas em dois belos chutes de Lucero e Fabbro, não teve jeito, o goleirão foi vencido.

No finzinho viu uma bola acertar seu travessão e ele sacudir, mas já era tarde e a essas horas o Santos já era o primeiro finalista da Taça Libertadores de 2011. Disputará pela quarta vez, a última foi em 2003.

Em São Januário, o Vascão passava pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil, levando para Floripa a vantagem de jogar por um empate para conquistar o direito de disputa a Taça Libertadores de 2012. Fato que não acontecia desde 2001, quando disputou pela última vez.