quinta-feira, 29 de novembro de 2012

FELIPÃO VERSUS BRASIL, O BANCO...

E aí galera Apaixonada por Futebol!

A confirmação do técnico Felipe Scolari como o novo comandante de nossa seleção não me assustou, uma vez que esse fato era previsível, pelo menos eu aguardava apenas a oficialização. Fato que aconteceu hoje, exatamente seis dias após o desligamento de Mano Menezes do cargo. 
Mesmo estando desempregado, chegou com muito prestigio e deverá ter salário maior do que o antigo técnico que contava com R$ 350 mil por mês. Nada de R$ 700 mil, como recebia no Verdão, mas algo maior que as cifras do treinador que deixou uma equipe com dois títulos e em boas condições no nacional em 2010. Digo isso, por que vale lembrar que Felipão saiu do Verdão pelas portas do fundo e deixou o time na zona de rebaixamento e mesmo assim chegou prestigiado por histórico de uma década atrás.

Desde a conquista da Copa do Mundo de 2002, Felipão conquistou apenas dois títulos (Uzbeque em 2009 pelo Bunyodkor do Uzbequistão e a Copa do Brasil em 2012 pelo Palmeiras), situação que quebrou a excelente média de quase um troféu por ano desde 1981.

Voltando para o tema dessa postagem, quero deixar minha reprovação as declarações do Pentacampeão em sua apresentação ao se referir a classe de bancários, ao dizer: "Se não quer pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada."

Quando tomei conhecimento das palavras, tratei de lançar uma mensagem em minha pagina no Facebook. Lembrei de algo semelhante que aconteceu em 2006, quando, o então jogador do Timão, Marcelinho Carioca declarou: “quem não quer pressão que vá trabalhar em banco”.

Nas duas oportunidades os sindicatos e bancos trataram de se defender e criar um clima desagradável  que chegou a envolver a concorrência entre Bancos do Brasil e Itaú. O primeiro e citado na declaração de Felipão tratou de atacar indiretamente o patrocinador da seleção de futebol, ao lançar nota afirmando que "torce para que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo BB há mais de 20 anos, inspirem o trabalho da Seleção".

Não tenho dúvidas que Felipão conseguirá transformar o aglomerado de (excelentes) jogadores em uma equipe competitiva, aguerrida, temida pelos adversário, vibrante, forte e campeã. Mas precisa tomar cuidado com suas declarações, ser polêmico não é sinal de eficiência, falar muito não é sinal de coerência. 

5 Comentários:

  1. Clériston,

    não sou bancário do BB, por isso posso ter menos preconceito as palavras de Felipão, talvez se fosse com minha profissão.....

    Mas prefiro ficar coma opinião de Juca Kfouri

    "

    Francamente!

    O politicamente correto está passando de qualquer limite.

    Pois o cara faz um comentário em que está dizendo que trabalhar no Banco do Brasil é diferente de trabalhar no banco da Seleção do Brasil e a classe bancária e o próprio banco se ofendem?!

    Não há coisas realmente graves acontecendo no país que justifiquem reações desse tipo e notas oficiais dos sindicatos?

    Que tal verificar, por exemplo, para ficar no campo esportivo, quanto do nosso dinheiro está indo para a construção de estádios de futebol, de norte a sul, de leste a oeste?

    Ora, bolas!"....

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    somosflamengo33.blogspot.com

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    1. Uma coisa que não gosto é de colocar coisas do cotidiano brasileiro ou mundial quando se fala de futebol. O futebol é uma das atividades que faz com que a população se distraia e fuja de todas as catástrofes e males que ocorrem no mundo e não gosto de mistura-las.

      Estou aqui para falar de futebol e não concordo com a atitude de Felipão e Marcelinho ao se referir a um classe de trabalhadores, indiferente de qual seja.

      Se tem estádio sendo construído com dinheiro publico ou se a Caixa Econômica vai patrocinar o timão, nada disso vai me desfocar do principio desse blog. A paixão pelo Futebol.

      Agora, repugno uma declaração de uma pessoa pública como o Felipão.

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  2. Já começou as polêmicas. Mal iniciou o trabalho, Felipão acabou denegrindo a imagem do Banco do Brasil, comparando a pressão de um banco com a seleção.

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    1. Sim, as polêmicas se devem ao fato de tocar em uma classe que trabalha sobre muita pressão. Não sou bancário, mas imagine o que é trabalhar cuidando do dinheiro, investimentos etc de outras pessoas?

      Esse tipo de comparação não deve ser feita. Principalmente quando o profissional que está fazendo a comparação, ganha milhões fazendo o que mais gosta, futebol.

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  3. E aê, beleza?!

    Vem tendo uma retrospectiva nagativa, mas chega com prestígio. Esperamos que tudo o que ele não conseguiu de títulos nos últimos de anos, ele consiga pela Seleção.

    Abraços.

    BOLA FURADA D'OR 2012

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