Esse
pelo que me lembro é o quarto uniforme intitulado de terceiro. A primeira veio
em 2008 e utilizava o roxo para simbolizar o grande amor da torcida ao clube,
ou seja, o corintiano é o verdadeiro “torcedor roxo”.
Apesar
de ter sido escolhido pelos torcedores para ser utilizado na partida contra o
Brasiliense em 16 de setembro de 2008 em partida valida pelo Brasileiro serie
B. Não foi bem visto aos olhos dos corintianos mais antigos e “menos fashion”,
com a alegação de que “Preto e Branco” é tradição.
No
ano seguinte veio a camisa listrada (listras largas) em roxo e preto, bem
parecida com a da Internazionale de Milão. Creio que essa deu menos problemas e
a aceitação foi um pouco maior.
No
ano do centenário o departamento de marketing lança, não uma, mas duas camisas.
A primeira em uma homenagem (discreta e imperceptível) ao santo padroeiro do
clube, São Jorge. O Uniforme recebeu uma cruz de “fora a fora” na parte da
frente em roxo com um detalhe em dourado.
O
outro fazendo uma alusão ao primeiro ao primeiro uniforme usado em 1910 e
comemorando os 100 anos de existência. A camisa era em tons de bege e o escudo
igual ao da época.
Agora
a versão 2011 utilizada a proposta de homenagear o padroeiro do clube.
Mas
acredito que o departamento de marketing não está se preocupando em agradar a
todos os tipos de torcedor ou não se lembra que no Brasil há uma grande mistura
de religiões. Por que digo isso?
Vamos
analisar:
O
Evangelho no Brasil com o surgimento das Igrejas Neopentecostais em 1970, sofreu
uma grande reformulação em seus dogmas e doutrinas. E com isso hoje é muito
comum encontrar fiéis (adeptos ao evangelho) utilizando camisas de times de
futebol e garantindo sua presença em estádios de futebol.
Os
evangélicos não têm o costume de adorar ou ser devoto de algum tipo de santo,
diferente dos católicos que são adeptos a essa pratica de culto.
Sendo
assim, venda da nova camisa ao público evangélico “poderá ser zero” e isso é um
forte impacto.
Mesmo
que o clube tenha como padroeiro o São Jorge, tem que ser levado em
consideração a diversidade de religiões no país. Com essa falta de atenção, não
é só o clube que perde uma boa fatia dos consumidores, mas o consumidor que não
é adepto a essa devoção.
Das
últimas camisas intitulada três, em minha opinião é a mais bonita, mas não se
juntará às outras que possuo em meu guarda roupa.
